Um verso, uma palavra, pequenas coisas que fazem diferença, são palavras o que queremos, é delas que nós precisamos. A imaginação voa daquela distante criança que canta, aquele inocente coração que guarda as tristes lembranças, se liberta quando sua mente o leva para um lugar seguro.
Do nada o principio da vida se faz independente. A criança cresce e deixa de sonhar, como uma flor que antes possuía o brilho azul da primavera, agora se desgasta com as linhas do tempo. Aqueles velhos momentos, poderei revê-los um outro dia quem sabe, em um tipo de mundo que se materialize para fora de minha psique.
Essa criança antes tinha um sonho, que quando se tornasse adulto fugiria de todos os paradigmas do mundo, e tornaria real aquilo que seu interior criava. Mas como sobreviver desta forma em uma terra hostil em que o mais forte saem na frente? Tantas complicações que limitam a vida e seu ciclo continuo, regras, diretrizes e aquela barreira transparente que separa a realidade da ficção.
A criança que se tornou adulto, mas as vezes sente o desejo de poder voltar a ser criança. A sociedade livre vivia enclausurada em uma série de comportamentos metódicos em que suas emoções foram postas de lado para trabalhar por algo que elas mesmas não sabem explicar, defendendo a ideia de que é para o bem maior, para o seu bem. Mas qual bem isso faz? Então de milhões de direções diferentes surgem respostas repetitivas envenenadas do irracional sentido lógico.
Os livros que lia em sua juventude lhe mostrava dimensões espetaculares, ideias faziam completo sentido, um outro caminho pra vida, uma porta que fora abandonada pelo homem a muito tempo. Como prosseguir com esta vida infame? O escritor se perdeu em suas palavras. O pintor renegou seu quadro, abandonado sem o ultimo traço. O dramaturgo no teatro falha em sua ultima cena, um fiasco. O músico se complica ao organizar os arranjos. E o homem é criança, sem mãe, solitário em seu espírito adulto com a auto-estima deturpada pelas lembranças, sente a vontade de querer voltar a ter a pureza de uma criança.
Não tema em abrir a porta, que por muito tempo ficou trancada para que tu não pudesses seguir em frente. É um novo começo agora, você tem a liberdade para fazer algo diferente. Escreve sua história. O mundo muitas vezes não parece ser convidativo e não faz sentido o aviso sutil que a vida nos dá. Más que escolha nós temos se não continuar a caminhar? Viver em melancolia apenas torna a condição mais difícil. Aprecie as coisas simples, experimente algo diferente, procure o seu lugar no mundo, ninguém nasceu para ser apenas mais um na multidão. E sele a vida com um beijo, pois o fim desta dádiva é um futuro que não vejo, e as frases confusas que para poucos fazem sentido, vão indo, sumindo. Não deixe de sonhar, pois é a maior arma que você tem, mas não deixe o sonho e a fantasia a ti dominar.
Não abandono as minhas palavras, eu não as deixarei até meu ultimo suspiro, pois elas são meu tesouro, minha alma, minha amante, sou eu em minha melhor forma, e com elas eu faço a arte acontecer, reviver o que estava morto a muito tempo, e fazer nascer o que florescerá no meu futuro, tornar realidade o meu mundo.
Parar é covardia, continuar é uma virtude, Sonhar é uma fraqueza, torná-lo realidade é um dom da natureza. Então porque parar agora? Viver sem saber o que se vive o torna fraco para os solavancos e os mistérios da existência. Descubra o seu sentido, sua essência, adquira paciência. Pois é preciso aprender com o passado e compreender o seu presente, para que assim possas construir um futuro.
Eu celebro cada palavra com grande reflexão. O livro de histórias antigas, a musica que transmite um sentimento familiar, o quadro estranho que me intriga, todos levam uma mensagem que flutuam até meu coração. Eu sonhei por muito tempo e ainda sonho em solidão, mas aprendi que precisamos manter ao menos um pé no chão. Más eu nunca poderei desistir de tornar real a fantasia, que com a noite cobre o céu e se faz dia. Nós seguimos com ideias duvidosas, carregadas de paixão pelo futuro de nossa história, sem clamor ou lamento, vamos todos embora para seguir em frente. Construir um novo plano, talvez um que faça mais sentido, que nos torne mais humanos, para que aprendamos uma nova maneira de sonhar, fantasiar e viver.