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sábado, 2 de julho de 2011

A Noite Das Bruxas



Uma Alma Solitária na noite serpenteia
As feras acalma, A terra semeia
Em teu seio carrega a chama do espectro
Nos dedos os anéis do céu e do inferno

A floresta engrandece a dança pagã
Que celebra na noite a luz do amanhã
O canto das bruxas eleva a Gaia sua veleidade
Enquanto a alma ascender aos céus no coração da terra sente saudade

Grande Deusa Mãe, pelo domínio do ciclo elementar
Trazei a terra e dê-la de volta aquilo que a terra dá
E na bailar da feiticeira de alma solitária
Agradece a Natureza o espírito do amor contemplar

Vestida das Sombras que do ventre nasce a luz
Em sua alegria produz a vida que ao intimo conduz
Ela anda nas trevas, mas delas não tem receio
Pois seu olhar segue os astros no brilho do luar o pelejo  

Uma bruxa que completa a ligação celestial
O seio emana alegria no circulo espectral
E nos ares o aroma dos doces sonhos no jardim
As lembranças dos aflitos antigos poderão ter paz enfim

Abrigada pelas árvores ela meche caldeirão
E a espada consagrada ilustrar o circulo então
Os cânticos solenes a Deusa ela evoca;
“Oh Mãe Terra, ao seio da Floresta eu pertenço agora”

Dos teus olhos escorrem as lagrimas, a água que traz a vida
Que colidem com alento na terra, cujos pés tocam o nascimento
O coração da jovem maga enche-se de júbilo
E da noite vem o sorriso como o sol que traz o dia

“Com o calor do meu peito eu posso vencer a escuridão
Meu ser aspira aos quatro cantos, a procura de um fantasma
A busca de alguém mais longínquo do se possa pensa
Mas eu jamais regressarei para o soturno outra vez”

A Deusa sempre amará teus filhos
Que no antro de tristezas consegue lhe trazer alegria
Fechando os teus olhos acolhe todos em seu ninho
E por fim a Mãe de Todos leva a tua casa harmonia

sábado, 23 de abril de 2011

Odisséia



A metáfora da palavra se faz presente
Em forma de Arte ela cria o princípio da vida solene
Que no mar se debruça e deságua
Trazendo o berço da aventura à alma
O céu, que cansou-se de ser visto como limite
Sopra o vento para um sonho distante
Levando o navio que desembarca na terra de Afrodite

Os sábios traçam a viagem, Nostradamus
Do antiquário, no baú das lembranças recordamos
As palavras que antes não dissemos
Antigas ações que há tempos não conjuramos
O tempo vai se perdendo no tempo
Os lamentos se perpetuando
Púberes e denodados marujos
Que cruzam o desmedido oceano da vida
Poderiam me dizer quem é seu Mestre?
Olvidaram suas histórias? O alento que te elege?

No pélago o navio balança, açoite da tempestade
Deixamos a história pelo desejo, estar em casa, saudade
O que é lar? É casa? Sou eu?
Os perigos outrora sem motivos
Agora são movidos pela liberdade dos sentidos
Isto é vida, o princípio do fim, sublime!
As palavras que não foram proclamadas
Irradiam-se com o sol que incendeia a pele
Fazem-se reais, alegres

A alma emana leveza por ser feliz sendo alma
Ela possui a clave que acende o corpo, calor invade
Torna passível, emocional, o íntimo de ser alguém
Sozinho ou companheiro, ser humano, ser verdadeiro
A caravela segue viagem eterna
Apreciando a vida como foi feita para ser, bela
O que mais espera o coração altivo?
Apenas Paz, paz de Espírito

domingo, 17 de abril de 2011

Magick


Magia, um perfeito mistério para os sábios, uma maldição para quem se prende em sua crença religiosa, um recurso para os que estão distantes, refugio para os que se sentem fracos, e uma lenda para os incrédulos. O ser mágico se torna real na mente de quem o vê, conhecer o poder de saber quem se é. Por si a mágica se faz, em palavras contraditórias que permeiam a pobreza e a aristocracia, que ironia. Mas o mundo ainda se questiona, sentado pensativo sobre a força gravitacional que o faz pairar no infinito que é o universo.
Não é curiosamente mágica a forma como as idéias de diferentes povos se entrelaçam para preservar, estagnar e ao mesmo tempo destruir aquilo que é visto simplesmente como bem comum? Talvez, porem estas mesmas ideias adquirem um poder misterioso e sedutor que te faz pensar; Do que estas palavras falam? Pessoas ou magia; Divertir-se com as palavras pode ser mais simples do que parece.
Os temas, prefácios, os títulos dos textos, histórias e ideias que nascem do ventre intimo da mente, que cuida e lapida carinhosamente para que se preserve eterno o principio que o torna pai e mãe de si mesmo. Tantos pensamentos calados nos livros que se preservam intocados, e o homem que tem medo de conhecer a linha que liga o mundo a si mesmo, prefere interagir com sua ignorância. E as inúmeras idéias se perdem no tempo, desfragmentadas para que suas representem apenas a condição de existência. O dilema se manifesta, faz sentido a tentativa alienada de explicar fatos e situações que existem para serem apenas vividas?
Magia para mentes como a minha, cansada de ver e ouvir especulações e teorias repletas de ignorância e dualismo, pode ser definida com uma palavra tão simples e presente que assusta; Vida:. Tudo gira em torno da vida, mesmo que indiretamente. Um núcleo minúsculo contem a energia que mantém todo o universo todo o universo funcionando com perfeita maestria, isso é ciência, é vida, é magia, que se preserva em um ciclo continuo em simetria exemplar.
Um sentimento novo nasce com a criança, que mesmo não estando consciente do que acabou de fazer, transforma a mulher em mãe, trazendo-lhe um amor incondicionalmente belo. Isto é magia, eu observo ela acontecer a todo o momento, quando as pessoas que se colocam na frente para proteger umas as outras, quando o sonho deixa de ser distante para se tornar realidade, saber o que dizer quando as coisas não ficam tão boas é preciso ouvir uma palavra de conforto. Compreender o que se passa no interior de cada ser, magia. E minhas ações a tornam verdade.
O que me torno então? Perante o conjunto de estranhos espectadores que examinam minha personalidade desregrada, sou o causador da manifestação de loucura, niilismo e ao mesmo tempo a irracionalidade da crença da força que nos torna reais. Meu espírito infectado pelo desprezo a rotinas muda com irreverência e se manifesta quando o caminho se abre. Sou jovem, o que posso fazer se não concretizar esse anseio que possuo de ser livre? Tenho o tempo eterno que na vida é incerto para fazer acontecer de acordo com meu bel-prazer.
Por que as pessoas estão sempre se negando a acreditar na capacidade se suas próprias vidas? O tempo que temos pode ser curto demais para sermos quem somos de verdade, a racionalidade nos impede de caminhar um pouco mais. Os homens se prendem em suas teias formadas por raciocínio lógico e princípios metódicos, fechando os olhos para novas possibilidades. Mas existe uma coisa ainda mais esquisita, estas mesmas pessoas que se preservam em seu ceticismo, em momentos de aflito se manifestam para algo aparentemente inusitado; Deus. Tendo para si uma religião simples ou mais exótica, monoteísta, politeísta, panteísta, e às vezes chegando a se denominar ateu, estas pessoas sempre acabam por crer em alguma forma de vida ou energia que faça tudo isso aqui valer a pena, mas a verdade é que nós, e apenas nós é que somos capazes de fazer tudo valer a pena. Eu poderia então ser capaz de calar as minhas palavras, aceitando o fardo da injusta infantilidade e do que me faz um ser pensante?
Eu sou o que sou e acredito na magia, acredito em Deus e acredito em Charles Darwin, acredito em Karl Marx e em Salvador Dalí, acredito em Castro Alves, Machado de Assis e Tom Jobim, acredito na mentira e na verdade que ela esconde. Acredito em John Lennon e Renato Russo, Aleister Crowley e Vincent Van Gogh. Eu confio na Arte, na palavra, Na escada que me leva a um caminho sem fim. Acredito em meus amigos, minha família, em mim.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Compêndio: Sonhar, Fantasiar, Viver

Um verso, uma palavra, pequenas coisas que fazem diferença, são palavras o que queremos, é delas que nós precisamos. A imaginação voa daquela distante criança que canta, aquele inocente coração que guarda as tristes lembranças, se liberta quando sua mente o leva para um lugar seguro.

Do nada o principio da vida se faz independente. A criança cresce e deixa de sonhar, como uma flor que antes possuía o brilho azul da primavera, agora se desgasta com as linhas do tempo. Aqueles velhos momentos, poderei revê-los um outro dia quem sabe, em um tipo de mundo que se materialize para fora de minha psique.

Essa criança antes tinha um sonho, que quando se tornasse adulto fugiria de todos os paradigmas do mundo, e tornaria real aquilo que seu interior criava. Mas como sobreviver desta forma em uma terra hostil em que o mais forte saem na frente? Tantas complicações que limitam a vida e seu ciclo continuo, regras, diretrizes e aquela barreira transparente que separa a realidade da ficção.

A criança que se tornou adulto, mas as vezes sente o desejo de poder voltar a ser criança. A sociedade livre vivia enclausurada em uma série de comportamentos metódicos em que suas emoções foram postas de lado para trabalhar por algo que elas mesmas não sabem explicar, defendendo a ideia de que é para o bem maior, para o seu bem. Mas qual bem isso faz? Então de milhões de direções diferentes surgem respostas repetitivas envenenadas do irracional sentido lógico.

Os livros que lia em sua juventude lhe mostrava dimensões espetaculares, ideias faziam completo sentido, um outro caminho pra vida, uma porta que fora abandonada pelo homem a muito tempo. Como prosseguir com esta vida infame? O escritor se perdeu em suas palavras. O pintor renegou seu quadro, abandonado sem o ultimo traço. O dramaturgo no teatro falha em sua ultima cena, um fiasco.  O músico se complica ao organizar os arranjos. E o homem é criança, sem mãe, solitário em seu espírito adulto com a auto-estima deturpada pelas lembranças, sente a vontade de querer voltar a ter a pureza de uma criança.

Não tema em abrir a porta, que por muito tempo ficou trancada para que tu não pudesses seguir em frente. É um novo começo agora, você tem a liberdade para fazer algo diferente. Escreve sua história. O mundo muitas vezes não parece ser convidativo e não faz sentido o aviso sutil que a vida nos dá. Más que escolha nós temos se não continuar a caminhar? Viver em melancolia apenas torna a condição mais difícil. Aprecie as coisas simples, experimente algo diferente, procure o seu lugar no mundo, ninguém nasceu para ser apenas mais um na multidão. E sele a vida com um beijo, pois o fim desta dádiva é um futuro que não vejo, e as frases confusas que para poucos fazem sentido, vão indo, sumindo. Não deixe de sonhar, pois é a maior arma que você tem, mas não deixe o sonho e a fantasia a ti dominar.

Não abandono as minhas palavras, eu não as deixarei até meu ultimo suspiro, pois elas são meu tesouro, minha alma, minha amante, sou eu em minha melhor forma, e com elas eu faço a arte acontecer, reviver o que estava morto a muito tempo, e fazer nascer o que florescerá no meu futuro, tornar realidade o meu mundo.

Parar é covardia, continuar é uma virtude, Sonhar é uma fraqueza, torná-lo realidade é um dom da natureza. Então porque parar agora? Viver sem saber o que se vive o torna fraco para os solavancos e os mistérios da existência. Descubra o seu sentido, sua essência, adquira paciência. Pois é preciso aprender com o passado e compreender o seu presente, para que assim possas construir um futuro.

Eu celebro cada palavra com grande reflexão. O livro de histórias antigas, a musica que transmite um sentimento familiar, o quadro estranho que me intriga, todos levam uma mensagem que flutuam até meu coração. Eu sonhei por muito tempo e ainda sonho em solidão, mas aprendi que precisamos manter ao menos um pé no chão. Más eu nunca poderei desistir de tornar real a fantasia, que com a noite cobre o céu e se faz dia. Nós seguimos com ideias duvidosas, carregadas de paixão pelo futuro de nossa história, sem clamor ou lamento, vamos todos embora para seguir em frente. Construir um novo plano, talvez um que faça mais sentido, que nos torne mais humanos, para que aprendamos uma nova maneira de sonhar, fantasiar e viver.

sábado, 9 de abril de 2011

Os Piratas de Marar



Aquele brilho no céu, ofuscante
Assombra e Fascina o coração
Ah meu espírito aventureiro
Tomado por perigos e coisas antigas
Como posso negar esta alegria?

Companheiros de viajem
Vamos todos celebrar a liberdade, Irmandade
Seres livres sem preceitos
Rebeldes em quadros que afundam no leito
Que se pede que se faça
Como um todo, Somos piratas
O Sangue que ferve na sobrevivência da Batalha
Não restará nada
Não é Pelo ouro

Por onde Vamos?
Marar? Onde há?
O que teu coração deseja?
Não tens medo de deixar tua casa?
Eu respiro fundo o som do mar?
Como pode entender, aceitar?

Sou pirata, e tenho medo
De morrer sem ter feito, sido eu
Não ser verdadeiro
Por isso sou pirata
Não pela glória ou má fama
Mas para desvendar o que a alma engana

Os Piratas de Marar, eu decidi procurar
Era garoto e me achava homem o bastante para aceitar
Eu vi o mundo, e fiz amigos
Que ganhei, que perdi
Na estrada que leva a vida
O sono me seduzia
Adormecia no berço do Mar
Carinho do ar
Teto das estrelas
Sonhar


Pela Manhã era acordado pelo Sol
Eu sentia
Sempre fora este o meu lugar
Sentado na proa, eu sentia o vento passar
Não havia problemas
Não havia tristezas
O sonho realidade a se tornar
Envelheci a alma
Pulei do céu rumo as águas
Alma descansa
O meu interior diz
Tenho tudo, mesmo não tendo nada

quinta-feira, 24 de março de 2011

Metáfora da Flor



Este aroma tão sublime a mim é familiar
Loucuras e devaneios me trazem o brilho do Luar
Do jardim eu ouço as vozes, os perfumes em sussurros
Meu Deus! Estou louco?!
Por uma flor fui me apaixonar

Eu me sentei naquela estrada
Onde as tulipas são mais brancas
Seu brilho leva a dissonância, o cantar dos lírios semear
Flor de lótus desabrocha, o conhecimento por tomar
Ela me mostrara tudo e o mais a carregar

Eu sonharei, cantarei e levarei
O Amor por ti oh bela flor, eu sempre recordarei
No pomar dos campos claros a aurora da manhã
Preservando os preceitos e contando as constelações
Traga-me o sopro do destino a mensagem reveladora

Perfume da flor, semeia a alma do lavrador
Que todos os dias pela terra, os pés lhe tacar, caminha
Eis que uma flor lhe dá esperança
Ele volta para casa, com o brilho no olha
A frase que lhe guia: “Vale a pena viver pra sonhar”

Uma flor nasceu no pântano sombrio
A Mãe-Terra ali a levou para alegria cantar sozinho
A rosa branca dissipa a dor, consolo leva ao desolador
Então felicidade e euforia
Trazem ao pântano a luz do dia

Reconstrução



Não mais me interesso em saber
Não quero encontrar
As respostas dos meus medos
Aqueles pesadelos

Por que os artistas aderem o declínio?
Será aversão a vida?
Ou a alegria vivida?
Mas a resposta eu não quero descobrir

Quero o controle, da minha vida
Quero a paz, quero mais por uma vez
E sei que sou capaz
De abrir aquela porta

A culpa e a violência
Se entrelaçam e se corroem
Nocivas e sedentas
Tudo tocam e destroem

Então devo me livrar, desgarrar?
Renegar este ser, entender?
Desmontar, construir, reconstruir
Renovar, o que sou aceitar?

Minha identidade, descobrir
O prazer de viver, onde esta? Resumir?
Como encontrar, devo corresponder?
A resposta eu não sei, quero apenas viver

O Sono Profundo




No recanto de suas raízes, ela dorme agora
O teu sono, a cada passo se aprofunda mais
A falta que sentirá o meu coração
Ela se vai, tão dispersa quanto o oceano que cobre a terra

Frase em sentimentos sussurrei para ti aos quatro ventos
Tu me ouviras, sentiras, sorriras
O triste pesar em minhas palavras
Do mundo me privo e para teu abraço liberto a canção

Majestosa és, oh querida companheira
Tantos anos ela aspira
Leva consigo o segredo de uma vida inteira

Estas emoções, para mim são tão jovens
Com tua paciência, surpreende-me com a decência
De mascarar o afeto pela solidão

Eutanásia



Acorda-te e levanta
Pois da aurora vem o caminho
Não se oponha a abrir teus olhos
Com o triste pesar sombrio
O pestífero se fora
O pétreo já não mais lhe machucará
Nesta doce manhã
Apenas se ponha de pé

O nascer do sol
Que traga a fé
Que os dias de glória chegaram
A liberdade
O seu espírito voa como vento
Para a margem do Grande Rio
Em vida para sempre
Sem barreiras

De tão jovem petulância
Pespegar à vida intensa
Incomensurável para mim
Antes fúnebre e derradeira
Lascivo o ser carente
Deforma e transforma em cinzas
Quem sou, que dor
Incognoscível sua medida

Afasta-te de mim Felonia
Extenuado meu espírito encontra-se
Porem nunca em vida estive
Tão lívido como agora
Meu deleite é o descanso
A fibra frágil do coração delgado
Delineando esse suspiro
É o céu isto que vejo?
Ou um delível paraíso

Deixei-me neste sonho
Que não se torne pesadelo
Acalanto aqui encontro
 Meu coração beira o sossego
Livrei-me da apatia
Que afastava os que me amavam
Agora vou a descanso eterno
Sentido apenas aquela falta
De teu caloroso abraço

Ciclos



A roda da fortuna gira na mente dos sonhadores
Eu, um pensador convicto de alma desolada
Agora busco o meu “eu”, mas como encontrá-lo?
Uma modificação errônea no manifesto da verdade
Compreender o desconhecido da vida é algo inexistente
E eu espero o trem passar para me embarcar sem destino

Mudanças, elas provêem da recuperação
Coragem, o desanimo em dias sombrios só trará regozijo aos teus inimigos
Um ciclo que se desfaz, um ciclo que se inicia
Minha vida, coração sozinho, voa além no infinito
O ciclo volúvel formou-se na areia e deixou o mar a ti levar
Minhas lembranças que queimam, centelha
O ciclo de fogo que ferve em tuas veias

A essência deste ser soberbo
Em ciclos se resume em peso
Um sopro da noite congelou-me a alma
O Ciclo de ar frio, solidão apenas traga
Eu vago sobre a terra, o céu e mais além
Meu ciclo eu conheço e desconheço a tua marca
Oh força que rege o mundo, livrai-me de tal desventura!

Perturbado então estou, e meu ciclo recomeça
Um meu eu que lá se vai, outro ser aqui desperta
E com ele vem o ciclo, de mistério e sinfonia
Ave que em seu ninho crescia, do medo se despiu

Eis que o ciclo se iniciou, uma nova era começou