Acorda-te e levanta
Pois da aurora vem o caminho
Não se oponha a abrir teus olhos
Com o triste pesar sombrio
O pestífero se fora
O pétreo já não mais lhe machucará
Nesta doce manhã
Apenas se ponha de pé
O nascer do sol
Que traga a fé
Que os dias de glória chegaram
A liberdade
O seu espírito voa como vento
Para a margem do Grande Rio
Em vida para sempre
Sem barreiras
De tão jovem petulância
Pespegar à vida intensa
Incomensurável para mim
Antes fúnebre e derradeira
Lascivo o ser carente
Deforma e transforma em cinzas
Quem sou, que dor
Incognoscível sua medida
Afasta-te de mim Felonia
Extenuado meu espírito encontra-se
Porem nunca em vida estive
Tão lívido como agora
Meu deleite é o descanso
A fibra frágil do coração delgado
Delineando esse suspiro
É o céu isto que vejo?
Ou um delível paraíso
Deixei-me neste sonho
Que não se torne pesadelo
Acalanto aqui encontro
Meu coração beira o sossego
Livrei-me da apatia
Que afastava os que me amavam
Agora vou a descanso eterno
Sentido apenas aquela falta
De teu caloroso abraço
Nenhum comentário:
Postar um comentário