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sábado, 23 de abril de 2011

Odisséia



A metáfora da palavra se faz presente
Em forma de Arte ela cria o princípio da vida solene
Que no mar se debruça e deságua
Trazendo o berço da aventura à alma
O céu, que cansou-se de ser visto como limite
Sopra o vento para um sonho distante
Levando o navio que desembarca na terra de Afrodite

Os sábios traçam a viagem, Nostradamus
Do antiquário, no baú das lembranças recordamos
As palavras que antes não dissemos
Antigas ações que há tempos não conjuramos
O tempo vai se perdendo no tempo
Os lamentos se perpetuando
Púberes e denodados marujos
Que cruzam o desmedido oceano da vida
Poderiam me dizer quem é seu Mestre?
Olvidaram suas histórias? O alento que te elege?

No pélago o navio balança, açoite da tempestade
Deixamos a história pelo desejo, estar em casa, saudade
O que é lar? É casa? Sou eu?
Os perigos outrora sem motivos
Agora são movidos pela liberdade dos sentidos
Isto é vida, o princípio do fim, sublime!
As palavras que não foram proclamadas
Irradiam-se com o sol que incendeia a pele
Fazem-se reais, alegres

A alma emana leveza por ser feliz sendo alma
Ela possui a clave que acende o corpo, calor invade
Torna passível, emocional, o íntimo de ser alguém
Sozinho ou companheiro, ser humano, ser verdadeiro
A caravela segue viagem eterna
Apreciando a vida como foi feita para ser, bela
O que mais espera o coração altivo?
Apenas Paz, paz de Espírito

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