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sábado, 28 de abril de 2012

A Criatura Soturna




A pérfida fera manifesta seu desejo
Ela caminha nas sombras com anseios profundos
Deslumbra os corações com seu disfarce sorrateiro
Aos poucos dissemina seu veneno sobre o mundo

Ela sabe como estar em todas as suas direções
Perturbando os ingênuos com falsos devaneios
Iludindo, alucinando, transviando suas emoções
Consumindo sua essência e abandonando-o com desprezo

A criatura da ganância irá mostrar-se bela
Ela jogará cartas prometendo-lhe sorte
Atentas devem estar às mentes para sua estratégia
Pois o futuro por ela aguardado será mais avassalador que a morte

Sensual mas desumana
Sempre atacando os jovens perdidos
Ela bebe-lhes o sangue, o medo, a alma
Nos dentes da fera não há mais sentido

Sua face é um mistério, o seu nome nunca haverá
Se ela um dia será vencida, sobre isto eu não sei
Apenas sonho em continuar, meu coração se rebelar
Porque no intimo de minha mente a minha vontade é a lei

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