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domingo, 29 de abril de 2012

Sopro Da Metáfase



Há o sussurro no soturno ambiente
Que despreza os semblantes dos rostos complacentes
Eles celebram seus feitiços e fazem sacrifícios
Resguardam os puros dos corações pervertidos

Oh! Eu, meu eu, porque extraístes o rosto que eu tanto conhecia?
Fazendo-me refletir em perguntas pérfidas!
Mutilando meu semblante com tal desarmonia!

Eu questiono o insinuado
Farejo o perfume alem da essência
Mas tenho andado perturbado
Com minha perda de consciência

Minha Feiticeira! Privai-me do Amor?
Por que meu coração continua vazio?
Para preenchê-lo com tamanha dor?

Os sussurros metafísicos fazem de mim seu poço místico
Onde provamos a realidade, a solidão e a felicidade
Fazendo do perfeito um formato elíptico
Sendo perfeita e verossímil a relativa verdade

Minha fada! Concede-me um desejo?
Afaste de mim o sopro da metáfase
O descobrimento que suprime a felicidade
Pois hoje desejo apenas ver o que vejo 

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