Páginas

quinta-feira, 24 de março de 2011

Metáfora da Flor



Este aroma tão sublime a mim é familiar
Loucuras e devaneios me trazem o brilho do Luar
Do jardim eu ouço as vozes, os perfumes em sussurros
Meu Deus! Estou louco?!
Por uma flor fui me apaixonar

Eu me sentei naquela estrada
Onde as tulipas são mais brancas
Seu brilho leva a dissonância, o cantar dos lírios semear
Flor de lótus desabrocha, o conhecimento por tomar
Ela me mostrara tudo e o mais a carregar

Eu sonharei, cantarei e levarei
O Amor por ti oh bela flor, eu sempre recordarei
No pomar dos campos claros a aurora da manhã
Preservando os preceitos e contando as constelações
Traga-me o sopro do destino a mensagem reveladora

Perfume da flor, semeia a alma do lavrador
Que todos os dias pela terra, os pés lhe tacar, caminha
Eis que uma flor lhe dá esperança
Ele volta para casa, com o brilho no olha
A frase que lhe guia: “Vale a pena viver pra sonhar”

Uma flor nasceu no pântano sombrio
A Mãe-Terra ali a levou para alegria cantar sozinho
A rosa branca dissipa a dor, consolo leva ao desolador
Então felicidade e euforia
Trazem ao pântano a luz do dia

Reconstrução



Não mais me interesso em saber
Não quero encontrar
As respostas dos meus medos
Aqueles pesadelos

Por que os artistas aderem o declínio?
Será aversão a vida?
Ou a alegria vivida?
Mas a resposta eu não quero descobrir

Quero o controle, da minha vida
Quero a paz, quero mais por uma vez
E sei que sou capaz
De abrir aquela porta

A culpa e a violência
Se entrelaçam e se corroem
Nocivas e sedentas
Tudo tocam e destroem

Então devo me livrar, desgarrar?
Renegar este ser, entender?
Desmontar, construir, reconstruir
Renovar, o que sou aceitar?

Minha identidade, descobrir
O prazer de viver, onde esta? Resumir?
Como encontrar, devo corresponder?
A resposta eu não sei, quero apenas viver

O Sono Profundo




No recanto de suas raízes, ela dorme agora
O teu sono, a cada passo se aprofunda mais
A falta que sentirá o meu coração
Ela se vai, tão dispersa quanto o oceano que cobre a terra

Frase em sentimentos sussurrei para ti aos quatro ventos
Tu me ouviras, sentiras, sorriras
O triste pesar em minhas palavras
Do mundo me privo e para teu abraço liberto a canção

Majestosa és, oh querida companheira
Tantos anos ela aspira
Leva consigo o segredo de uma vida inteira

Estas emoções, para mim são tão jovens
Com tua paciência, surpreende-me com a decência
De mascarar o afeto pela solidão

Eutanásia



Acorda-te e levanta
Pois da aurora vem o caminho
Não se oponha a abrir teus olhos
Com o triste pesar sombrio
O pestífero se fora
O pétreo já não mais lhe machucará
Nesta doce manhã
Apenas se ponha de pé

O nascer do sol
Que traga a fé
Que os dias de glória chegaram
A liberdade
O seu espírito voa como vento
Para a margem do Grande Rio
Em vida para sempre
Sem barreiras

De tão jovem petulância
Pespegar à vida intensa
Incomensurável para mim
Antes fúnebre e derradeira
Lascivo o ser carente
Deforma e transforma em cinzas
Quem sou, que dor
Incognoscível sua medida

Afasta-te de mim Felonia
Extenuado meu espírito encontra-se
Porem nunca em vida estive
Tão lívido como agora
Meu deleite é o descanso
A fibra frágil do coração delgado
Delineando esse suspiro
É o céu isto que vejo?
Ou um delível paraíso

Deixei-me neste sonho
Que não se torne pesadelo
Acalanto aqui encontro
 Meu coração beira o sossego
Livrei-me da apatia
Que afastava os que me amavam
Agora vou a descanso eterno
Sentido apenas aquela falta
De teu caloroso abraço

Ciclos



A roda da fortuna gira na mente dos sonhadores
Eu, um pensador convicto de alma desolada
Agora busco o meu “eu”, mas como encontrá-lo?
Uma modificação errônea no manifesto da verdade
Compreender o desconhecido da vida é algo inexistente
E eu espero o trem passar para me embarcar sem destino

Mudanças, elas provêem da recuperação
Coragem, o desanimo em dias sombrios só trará regozijo aos teus inimigos
Um ciclo que se desfaz, um ciclo que se inicia
Minha vida, coração sozinho, voa além no infinito
O ciclo volúvel formou-se na areia e deixou o mar a ti levar
Minhas lembranças que queimam, centelha
O ciclo de fogo que ferve em tuas veias

A essência deste ser soberbo
Em ciclos se resume em peso
Um sopro da noite congelou-me a alma
O Ciclo de ar frio, solidão apenas traga
Eu vago sobre a terra, o céu e mais além
Meu ciclo eu conheço e desconheço a tua marca
Oh força que rege o mundo, livrai-me de tal desventura!

Perturbado então estou, e meu ciclo recomeça
Um meu eu que lá se vai, outro ser aqui desperta
E com ele vem o ciclo, de mistério e sinfonia
Ave que em seu ninho crescia, do medo se despiu

Eis que o ciclo se iniciou, uma nova era começou