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domingo, 29 de abril de 2012

Sopro Da Metáfase



Há o sussurro no soturno ambiente
Que despreza os semblantes dos rostos complacentes
Eles celebram seus feitiços e fazem sacrifícios
Resguardam os puros dos corações pervertidos

Oh! Eu, meu eu, porque extraístes o rosto que eu tanto conhecia?
Fazendo-me refletir em perguntas pérfidas!
Mutilando meu semblante com tal desarmonia!

Eu questiono o insinuado
Farejo o perfume alem da essência
Mas tenho andado perturbado
Com minha perda de consciência

Minha Feiticeira! Privai-me do Amor?
Por que meu coração continua vazio?
Para preenchê-lo com tamanha dor?

Os sussurros metafísicos fazem de mim seu poço místico
Onde provamos a realidade, a solidão e a felicidade
Fazendo do perfeito um formato elíptico
Sendo perfeita e verossímil a relativa verdade

Minha fada! Concede-me um desejo?
Afaste de mim o sopro da metáfase
O descobrimento que suprime a felicidade
Pois hoje desejo apenas ver o que vejo 

sábado, 28 de abril de 2012

Dia de Sonho





Sonhando acordado
A água visita
Os meus pés descalços
E a chama crepita
Acordado eu dormia
Porem não sonhava
Esperando que a concha
Um dia se abra
Dormindo e sonhando
Apenas sonhando
Eu me aborrecia
Com o que não entendia
E falando comigo
 – O que há contigo?
Acordado ou dormindo
Sonho todo dia 

A Criatura Soturna




A pérfida fera manifesta seu desejo
Ela caminha nas sombras com anseios profundos
Deslumbra os corações com seu disfarce sorrateiro
Aos poucos dissemina seu veneno sobre o mundo

Ela sabe como estar em todas as suas direções
Perturbando os ingênuos com falsos devaneios
Iludindo, alucinando, transviando suas emoções
Consumindo sua essência e abandonando-o com desprezo

A criatura da ganância irá mostrar-se bela
Ela jogará cartas prometendo-lhe sorte
Atentas devem estar às mentes para sua estratégia
Pois o futuro por ela aguardado será mais avassalador que a morte

Sensual mas desumana
Sempre atacando os jovens perdidos
Ela bebe-lhes o sangue, o medo, a alma
Nos dentes da fera não há mais sentido

Sua face é um mistério, o seu nome nunca haverá
Se ela um dia será vencida, sobre isto eu não sei
Apenas sonho em continuar, meu coração se rebelar
Porque no intimo de minha mente a minha vontade é a lei