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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Lobo



Não espere de mim beijos singelos
Amor sereno e belo
Doces melodias
Plena alegria

Não espere de mim a submissão
Compaixão e devoção
Cálida simpatia
Amor em sintonia

Pois eu sou selvagem, cruel, sem piedade
Meu amor tem veneno, desejo e desafio
Estarei sempre agindo por impulso e vontade

Encontrará em mim fidelidade
Com violência, sem dependência
Mas prometo que sempre será feita a nossa vontade

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Y Tylwyth Teg a'r Lleuad




A Lua lhe pede passagem
Você concede?
A Lua lhe pede abrigo
Você a recebe?

Em dias futuros
Talvez aconteça
Que em seu caminho
A lua apareça

E vestida de Lua
Surja a fada nua
Trajada em beleza
Feita da natureza

Em teus olhos negros
Ela revela calor
Dela não terá beijos
Apenas amor

Nos teus pés dançantes ela partirá
Sem saber se um dia ela voltará
Envolta em seus véus
Radiante no céu

Uma lua de fadas
Uma lua de mar
São fadas de almas
Nascidas para amar

Espírito Imaginário




Um toque dos dedos
Um fio de seda
Bordado com selo
Vem da natureza

Um verso cantado
Repicam os sinos
Cânticos elevados
As vozes vão subindo

Um sonho no sono
O fogo das velas
Um sono risonho
Calor das Donzelas

Uma gota de chuva
Na língua escreve
Vinhedos e suas uvas
Saboreando que às segue

Um sopro em suspiro
Deita-se ao meu lado
Procura um amigo
O sonho imaginário


terça-feira, 22 de maio de 2012

Minha Paixão Insana



Eu sonho com uma fada, que me traz uma emoção
A noite ela me ama, de dia parte para solidão
Por ela suspiro, sonhando com seus cabelos
E na noite ela sempre volta e eu descanso em teu seio

Ela é a arte e minha fonte de criação
Minha magia fulgurante no caminho da iluminação
E ela nunca partirá enquanto eu ainda for sozinho
E todas as noite ela volta oferecendo-me carinho

Rainha noturna, eu tenho medo de perder-te
Se eu encontrar minha estrada não mais poderei ver-te
E se amanhã eu acordar e na noite você não voltar?
Sem teu amor tão sublime, quem mais irá me guardar?

Eu espero, mas não há respostas
Suas mil faces preservam o silêncio
Toda paixão tem seu algoz risco
Faz-nos amar em um precipício

Oh minha dama de pele macia
Como proceder se agora eu sei que te perderei um dia?
Se eu viverei de noturnos momentos para ter-te em meus braços
Quero-te eterna  para que nossos laços em fim sejam selados

domingo, 29 de abril de 2012

Sopro Da Metáfase



Há o sussurro no soturno ambiente
Que despreza os semblantes dos rostos complacentes
Eles celebram seus feitiços e fazem sacrifícios
Resguardam os puros dos corações pervertidos

Oh! Eu, meu eu, porque extraístes o rosto que eu tanto conhecia?
Fazendo-me refletir em perguntas pérfidas!
Mutilando meu semblante com tal desarmonia!

Eu questiono o insinuado
Farejo o perfume alem da essência
Mas tenho andado perturbado
Com minha perda de consciência

Minha Feiticeira! Privai-me do Amor?
Por que meu coração continua vazio?
Para preenchê-lo com tamanha dor?

Os sussurros metafísicos fazem de mim seu poço místico
Onde provamos a realidade, a solidão e a felicidade
Fazendo do perfeito um formato elíptico
Sendo perfeita e verossímil a relativa verdade

Minha fada! Concede-me um desejo?
Afaste de mim o sopro da metáfase
O descobrimento que suprime a felicidade
Pois hoje desejo apenas ver o que vejo 

sábado, 28 de abril de 2012

Dia de Sonho





Sonhando acordado
A água visita
Os meus pés descalços
E a chama crepita
Acordado eu dormia
Porem não sonhava
Esperando que a concha
Um dia se abra
Dormindo e sonhando
Apenas sonhando
Eu me aborrecia
Com o que não entendia
E falando comigo
 – O que há contigo?
Acordado ou dormindo
Sonho todo dia 

A Criatura Soturna




A pérfida fera manifesta seu desejo
Ela caminha nas sombras com anseios profundos
Deslumbra os corações com seu disfarce sorrateiro
Aos poucos dissemina seu veneno sobre o mundo

Ela sabe como estar em todas as suas direções
Perturbando os ingênuos com falsos devaneios
Iludindo, alucinando, transviando suas emoções
Consumindo sua essência e abandonando-o com desprezo

A criatura da ganância irá mostrar-se bela
Ela jogará cartas prometendo-lhe sorte
Atentas devem estar às mentes para sua estratégia
Pois o futuro por ela aguardado será mais avassalador que a morte

Sensual mas desumana
Sempre atacando os jovens perdidos
Ela bebe-lhes o sangue, o medo, a alma
Nos dentes da fera não há mais sentido

Sua face é um mistério, o seu nome nunca haverá
Se ela um dia será vencida, sobre isto eu não sei
Apenas sonho em continuar, meu coração se rebelar
Porque no intimo de minha mente a minha vontade é a lei