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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um Jovem Andarilho




Agora lhes conto a história de Orfeu
Um jovem rapaz que certo dia notou
Que dos pântanos sombrios as colinas douradas
Todo o universo contigo falava
Por muito tempo se questionou
E logo pelo mundo se apaixonou
Seguiu- se pela estrada e com plantas cantava
Aos animais um cordial “Bom Dia” desejava
O Sol ele seguia com grande alegria
E sobre o brilho da Lua na grama adormecia
Mas para seu caminho livre estar
Seu grande amor ele teve de deixar
E para não perder um único detalhe de vez
Ele contará a sua insensatez:

“Posso ouvir o som das arvores cantando ao vento
O Dueto das águas do mar e pássaros a copa dos carvalhos sobrevoar
Sigo os passos da floresta e belas flores eis de ver
E enfim Rainha dos Elfos, contigo irei sonhar
Em teus braços folhas do outono sinto sobre mim cair
Teus cabelos tão lindos deságuam sobre meu ser como o Grande Rio
O perfume da tua pele me invade o peito primavera deleite
Para ti minha senhora vida longa eu desejo

Abraçado aos galhos eu ouço todas as vozes
Toda a Terra se entrelaça com a força da Água e o brilho do Sol
Sem temer eu corro livre e com os pés eu danço disperso
Pois ao som da natureza estou livre com certeza
Venha e sinta como é mágico cavalgar e nas encostas das montanhas descansar
Ver a beleza que é estar em contato com o surreal
Com os Elfos irei de ouvir diversas melodias
Aos Anões milhões de palavras do desconhecido devem ser ditas
A história de terras antigas irei contar e de onde vim
Mas meu caminho de jeito nenhum se limita até aqui

Consigo ver que meu mundo sempre foi em todo lugar
Sempre ao lado do que há de mais puro que eu já senti
Dentre florestas e vales irei caminhar e nunca mais vou parar
Este é o meu lugar, passando por vários povos minha estrada é sem fim
Estou sempre seguindo e preenchendo meu coração
Para meu Grande Amor boas lonjuras pois devo partir
Descobri os momentos e quero experimentar, Tu sabes que não sou daqui
Entre Reinos antigos encontrarei abrigo e amigos
Que em extremo perigo sempre estarão lá para me estender a mão

Lamento dizer que meu coração segue a estrada
Mas eu sempre te levarei comigo aqui dentro
A água mais pura eu ei de beber e o fruto mais doce ainda quero provar
O livro mais antigo eu sei lerei
Vou caminhar e nunca mais irei parar
Dos povos menores aprender e sobre a grama adormecer
Em sono profundo vou me afogar
Nas mais belas musicas fantasiar
Nunca vou parar, Jamais vou parar
Com todas as arvores conversar e meu amigo Salgueiro abraçar
Nunca vou deixar de caminhar”

E assim Orfeu viajou pelo mundo sem nunca parar
Caminhos trilhou aqui e em todo lugar
Os Elfos conheceu e com Anões aprendeu
Os povos antigos se impôs a estudar
E continuou a seguir sua longa jornada
Sem nem se importar deixou tudo para traz
Mas a quem diga que de tempos em tempos
A sua Amada ele sempre visita e promete voltar
O jovem Orfeu um eterno andarilho
E sua doce donzela por ti esperar

2 comentários:

  1. Porraaa, perfeito!
    ''O jovem Orfeu um eterno andarilho
    E sua doce donzela por ti esperar'' Essa parte me chamou atenção, mas a poesia é linda por completo, é incrivel, você surpreende a cada poesia - EU ADOREI - Ta muito bem escrita!!!

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  2. Incrível Geo!
    De fato, esse é seu melhor escrito.
    Muito bem elaborado, e me lembra muito
    As poseias e canções de Bilbo bolseiro.

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