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sábado, 28 de agosto de 2010

O Retrato De



Ai vem a relva, princesa escarlate com teu impacto
Nos desmorona, coração sonha, com um destino
Sua liberdade, cadente invade socorro pede
Valente atende ao chamado teu, flor de vinho sobre o chão
Ela não toca a superfície com seus pés, mas será pura?
A prisão imposta, ela sonha em desventuras

Dê-me a palavra final ó sopro da verdade
Seu brilho ludibriar, esquartejar em garganta profunda
Cala-te a dor com seu ideal e constrói seu caminho
Mas teme o meu mal, sua real fraqueza é essa
Solene soneto soprano minuciosamente cantado
Descreve as ruínas de sua fortaleza

Seu impulso esconde o interior sensível
Mas poderá ser real a sensibilidade que vem do impulso?
Enigma sóbrio você traz no véu intercalado
O que você ainda quer me mostrar?
Eles não gritam seu nome, mas eles chamarão por você um dia
O que seria de nós sem liberdade e enigmas?

Eu e você, somos escravos do tormento de concreto
Seus metais fervorosos derretem nossa pele mortificada
Porem nossas ideias sobrevivem a repressão da ditadura
Vontades não podem mover obstáculos
Palavras dispersas ao vento não fazem as pessoas mudarem
Afinal a motivação vem do que sem medo arriscamos e fazemos



Danni essa é para você.

Um comentário:

  1. Eu simplesmente amei essa poesia, como você consegue me conhecer tanto a tão pouco tempo?
    By: Danni

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