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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Que Vem Agora



Quero sentir por mais uma vez essa celebração
Todos nós temos um fardo para carregar
Como seria se fosse de outro modo meus senhores?
Será que alguém nesta sala poderia se manifestar?
Levamos histórias na bagagem, desde tristes as mais felizes
Guardamos na memória as lembranças mais hostis
Poderia estar aqui e a solidão não me afetaria
Eu deveria prosseguir nessa estrada?

Seguindo o brilho, atravessando o mar
Meu irmão querido contigo quero estar
Oh lida garota que sabe como me ouvir
Tendes meu coração, será sempre assim
Oferecer-lhes-ia um membro, mas palavras valem mais
Nos deuses do vento os seus ancestrais
Eles levam palavras com profundo fervor
Senhora e senhor por ti tenho amor

Não sei se seria e como seria se pudesse ser
Apenas sei que sei, e o que sei é que me sinto melhor quando estou com vocês
Sempre acordo no meio da noite
E me pergunto se enlouqueci
Quando em mim desfaz o laço eu sinto um abraço profundo assim
Eu sei me arrisco demais quando me jogo de vez
A verdade é que a vida é a vida
E ela é bem melhor vivida com insensatez
Se vejo o desconhecido e muitos perigos a se experimentar
Meus companheiros o temor a vida apenas com vocês quero derrotar

A Partida



Eu tentei, procurei seguir em frente, continuei mais um pouco
Subi no alto de um monte me pus a refletir
Fugir do mundo não funciona nos tempos atuais
Eles ouvem seus pensamentos, não podemos escapar
A navalha que carregam é mais profunda e vai alem
Eu caminhei até o topo para ver o recomeço
O que vi dali de cima me assombrou o coração
Cada fibra em mim tremia e rejeitava tal visão
Como posso eu suportar tamanha alucinação?

Encontro-me agora aqui nas portas do inferno
Arrancou-me a inocência, o valor pela indecência
Foram trocados sem piedade e eu não poderia suportar
Querido Pai, não chore por mim
Eu tentei comprar o céu e o respeito que não merecia
Procurei lava os meus pecados a base de injustiças
A minha alma eu vendi em um leilão capitalista
Quem eu sou já não compreendo bem
A estrada para o oeste tenho medo de enxergar

Como sair? Como libertar-me quando não há escapatória?
Quando eu era jovem carregava em mim a áurea pura
Meus imaculados olhos vislumbravam a natureza
Eu subia aquela colina, após os campos do poente
A grama verde tocava-me os pés, sentia na terra o aroma quente
E lá do topo eu via ao longe arvores douradas a dançar
Banhadas pelo sol e a brisa trazida do mar
Ventos frios do outono e o cheiro doce da primavera
Como era belo este lugar, e nela eu estarei com ela

Sempre quis naquele vale um dia caminhar
Poder ao menos um dia estar em outro lugar
Então eu saí porta a fora, sei bem que algo perigoso
Amada Mãe, não chore por mim
Meu caminho é duvidoso e eu desconheço do meu fim
Não sei quais histórias contarei quando a jornada terminar
Espero ao menos um dia poder apenas retornar
Nunca fui lúcido das ações e nos pensamentos eu me perdia
Desejo apenas em minha vida poder rever-te um outro dia

Agora aqui então espero o temido julgamento
Ah quantas perguntas seriam feitas nesse momento
Chegou a hora de mostrar-me o futuro e o declínio
Perecer em fogo e gelo ou definhar no escuro abismo
Meu destino para onde vai? Qual será a sensação?
Suportarei o meu castigo se mantiverem a solidão
Então eu fui surpreendido com tais palavras gentis:
“Meu jovem ainda não estas perdido, sua alma aqui ecoa”
Coração limpo a liberdade, céu e inferno a vida solene entoa

Senhores dos antigos navios, sua canção eu vou entoar
Eu tenho um caminho que vai alem dos mares
Montanhas e vales quero explorar
Deram-me outra chance reanimaram em mim a chance mais uma vez
Seguir adiante, fazer meu sonho tornar-se realidade
Fazer a verdade acontecer
Temer tornou-se uma palavra longínqua
Agora um fogo brande em meu coração
Sem perder a coragem, e necessidade
Eu vou tendo a bravura em minhas mãos

Lamento, Pedido e a espera de uma Resposta



Amada minha, estou eu aqui esta noite
Apenas sobre o toque de uma floresta distante
As arvores sussurram o que meu coração esconde
Iluminado pelo luar, eu clamo por sua compaixão
Quando tu me deixaste, um rei solitário
O denso verde me acolheu no abraço da natureza
Porem nunca me senti completo como antes

Volte esta noite Rainha do meu universo
Faça nascer a rosa em meu jardim
Há tempos eu não conheço aquele antigo perfume
Lírios e jasmins, margaridas nos teus pés
Músicas eu ouço para onde quer que você vá
Cante para mim por mais uma vez apenas
O Amor por você, este jamais terá fim

Assim sempre foi até você desabrochar
Oh como um lindo botão em uma colina distante
Como olhava para você, Eu clamava por você
Viajando entre as estrelas encontrei seus vestígios
Tão jovem você era para se aventurar
Descíamos juntos o Grande Rio, Tu és esguia como um carvalho
Anda sim sublime e inocente como a simples flor do campo

Coração meu, por que foi sem me avisar?
Aqui se encontra um simples senhor que se põe a delirar
Eu esperarei eternamente por ti
Querida o meu amor não tem limites
E se voltar eu irei ao teu encontro
Meu canto estrela, a alma anseia e não vou segurar
Sonho de amor ou realidade, não importa, Eu irei esperar