Páginas

sábado, 28 de agosto de 2010

O Retrato De



Ai vem a relva, princesa escarlate com teu impacto
Nos desmorona, coração sonha, com um destino
Sua liberdade, cadente invade socorro pede
Valente atende ao chamado teu, flor de vinho sobre o chão
Ela não toca a superfície com seus pés, mas será pura?
A prisão imposta, ela sonha em desventuras

Dê-me a palavra final ó sopro da verdade
Seu brilho ludibriar, esquartejar em garganta profunda
Cala-te a dor com seu ideal e constrói seu caminho
Mas teme o meu mal, sua real fraqueza é essa
Solene soneto soprano minuciosamente cantado
Descreve as ruínas de sua fortaleza

Seu impulso esconde o interior sensível
Mas poderá ser real a sensibilidade que vem do impulso?
Enigma sóbrio você traz no véu intercalado
O que você ainda quer me mostrar?
Eles não gritam seu nome, mas eles chamarão por você um dia
O que seria de nós sem liberdade e enigmas?

Eu e você, somos escravos do tormento de concreto
Seus metais fervorosos derretem nossa pele mortificada
Porem nossas ideias sobrevivem a repressão da ditadura
Vontades não podem mover obstáculos
Palavras dispersas ao vento não fazem as pessoas mudarem
Afinal a motivação vem do que sem medo arriscamos e fazemos



Danni essa é para você.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sussurros



Doces vozes, lindas vozes, sedutoras e carentes
Sussurrando em meus ouvidos palavras que quero ouvir
Ardente senhorita, por muito tempo você foi minha inspiração
Más eu recebi a latente coagida querida meu bem

Eu sou meu cavaleiro de armadura reluzente
Sou meu próprio desejo com luzes florescentes
Meu sublime inimigo e o desconhecido presente
Não preciso de você e nem preciso de ninguém
Apenas da mão de Deus como ser Onipresente

A força e a essência representam o meu suor
De mim não saem lágrimas com medo de ser só
O vazio foi preenchido pelo meu próprio mar
Fortaleza de metal podem desabar em um dia
E quando ele chegar eu descansarei em paz

Oh querida princesinha, vai chorar?
Pois pode chorar mesmo que de mim não arrancará nenhuma lagrima
Onde estão os seus valetes? Eles mataram uns aos outros
Procurando seu celebre egoísmo caíram por terra
Eu sorrindo te digo: “Adeus meu bem, mas ainda amo você”

Asas



Nas estradas e campos do horizonte ao longe
Rostos tenebrosos aguardam o farfalhar dos galhos das arvores
Anunciando a chegada do seu grande inimigo
Não tenha medo coração meu
Pois o grande inimigo na verdade somos nós

Eu livrei-me de todas as dores no campo de batalha
O frio cortante e o sol escaldante pode anunciar
Corpos ensanguentados eu presenciarei
Más quem intercederá por mim?

Eu sempre acreditei que asas me protegessem
Legião de anjos dispostos a intercederem por mim
Porem a verdade é que labores temos que enfrentar sozinhos
E com as feridas abertas em carne viva
Aprendemos a superar o medo de si mesmos

Eu continuarei e empunharei a minha espada
Arma da verdade que carrega a confiança sagrada
Sobre meu ombro a mão do Grande Mestre
Ele sente que eu sei no que devo acreditar
Símbolo da verdade finalmente senti
Que o que sou é o que faço aqui e agora